7 Razões para investir em um Sistema de Gestão de Energia e Utilidades

Publicado por Bruno Santos Pimentel em sex, 18/01/2019 - 17:08
7 Razões para investir em um Sistema de Gestão de Energia e Utilidades

Conheça os principais benefícios de se investir em um sistema de gestão de energia e utilidades para sua empresa.

 

Quando falamos de Sistema de Gestão estamos falando, na verdade, de todo um conjunto de processos, métricas e ferramentas aplicados no gerenciamento de uma determinada função em um contexto industrial ou corporativo. O termo “sistema”, muitas vezes confundido com “sistema de software” ou “sistema informatizado”, tem assim uma cobertura bem mais ampla do que comumente se observa na sua utilização.

A ISO 50001 propõe que um sistema de gestão de energia tenha como objetivo melhorar o desempenho energético, incluindo a eficiência energética, uso e consumo. Um sistema de software que suporte este conceito tem justamente o objetivo de oferecer aos seus usuários ganhos efetivos de produtividade no desempenho das funções de gerenciamento de energia e utilidades.

Abaixo discutiremos 07 aspectos que tornam o investimento em um sistema de gestão de energia e utilidades um bom negócio.

1. Eficiência Energética

Um dos principais resultados entregues por um sistema de gestão de energia e utilidades são os ganhos em eficiência energética. Um caminho natural é pela identificação de processos e equipamentos que representam importantes ofensores em termos de consumo e desempenho energético e pela análise, em profundidade, de fenômenos físicos e químicos e de aspectos construtivos que envolvem as operações de interesse. Sua implementação vem por meio de investimentos consistentes em eficientização, sejam de sustentação ou de transformação que, necessariamente, implicam em redução de consumo energético.

De fato, dados recentes da EUROSTAT demonstram que os investimentos em eficiência energética se pagam rapidamente – custos em torno de 1 centavo de euro para economizar 1 kWh, contra 12 centavos de euro para consumir o mesmo 1 kWh.

A disponibilidade de dados com qualidade e de bons modelos de análise e predição – elementos necessariamente presentes em um bom sistema de gestão de energia e utilidades – é assim fundamental para alcançar metas cada vez mais desafiadoras de eficiência energética.

2. Redução de Custos

Talvez um dos argumentos mais eficazes para o investimento em sistemas de gestão de energia e utilidades seja o potencial de redução de custos. De maneira análoga aos ganhos em eficiência energética, os sistemas de gestão podem auxiliar seus usuários na identificação de oportunidades para revisão de processos físicos e gerenciais, investimentos na forma de OPEX ou CAPEX que carregam potencial de redução do consumo energético e, consequentemente, dos custos associados.

Isso pode se materializar de forma absoluta, pela redução da energia total consumida por um dado processo ou organização, e também de forma relativa, pela redução da quantidade de energia necessária para se gerar uma unidade de produto.

Um outro caminho ainda é pelo estabelecimento de contratos eficientes de compra de energia no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e no Ambiente de Contratação Livre (ACL). Contratos de compra de energia são comumente baseados em parâmetros como demanda contratada e sazonalização, por exemplo. Contratos com limites mal definidos, ou seja, com faixas mais estreitas para os limites superior e inferior da energia contratada, podem aumentar a incidência de penalidades por consumo excedente ou de pagamentos sobre as cláusulas de take-or-pay.

Um bom sistema de software para gestão de energia e utilidades deve, necessariamente, apoiar a organização na gestão de contratos complexos, recomendando decisões acertadas sobre a execução desses contratos para cada unidade consumidora, contribuindo assim para a redução do custo unitário da energia.

3. Redução de Emissões

Alcançar maiores níveis de eficiência energética implica também em reduções diretas do impacto ambiental das operações. Se o motor do desenvolvimento econômico se baseia no aumento dos índices de produção e de consumo, o desenvolvimento sustentável pressupõe, necessariamente, níveis cada vez maiores de eficiência e, consequentemente, de redução das emissões de resíduos, efluentes e gases de efeito estufa.

No entanto, se o argumento ambiental não for suficiente, ainda é possível recorrer ao argumento econômico. O Centre for Sustainability and Excellence (CSE), em sua análise do mercado norte-americano em 2017, demonstra que organizações com melhores indicadores de sustentabilidade apresentavam desempenho financeiro significativamente superior que outras organizações com indicadores de sustentabilidade piores.

4. Eliminação do Desperdício

Tradicionalmente, boa parte do esforço de sistemas de gestão é direcionado para a redução de perdas e desperdícios. Isso envolve a aplicação de técnicas e ferramentas com foco em eficiência operacional, seja no chão de fábrica, seja no corporativo.

A premissa aqui é que muito antes de se pensar em investimentos voltados para eficiência energética, organizações de qualquer porte e natureza devem se voltar para a identificação e eliminação de quaisquer fontes de perdas – vazamentos, malhas de controle não otimizadas, energia perdida, dentre outras.

Esforços para eliminação de desperdícios estão intimamente relacionados aos conceitos de Lean e suas variantes (Lean Thinking, Lean Manufacturing, etc.). A ideia central é a identificação de toda e qualquer fonte de desperdícios, sua eliminação, a avaliação dos ganhos alcançados e a incorporação contínua e progressiva de uma cultura voltada para método e resultado.

5. Maior produtividade das equipes de gestão de energia e utilidades

Uma premissa fundamental do valor entregue por bons sistemas de gestão de energia e utilidade é a facilitação ou até mesmo a automatização de funções importantes que frequentemente consomem energia e tempo valiosos das equipes de gestão.

Com a delegação de tarefas elementares a um sistema de gestão – por exemplo, coleta de dados, cálculo de indicadores de desempenho energético, processamento de faturas de energia, dentre outras – analistas poderão se dedicar a atividades que tenham maiores possibilidades de criar valor para a organização.

Essa dinâmica põe em marcha um ciclo virtuoso de análise, resultado e maturidade que contribui diretamente para a competitividade e para a sustentação dos resultados da organização. De fato, a norma ISO 50.001 se aplica diretamente à sistematização deste ciclo, facilitando a evolução da maturidade das equipes de gestão de energia e utilidades.

6. Transformação Digital (Energy 4.0)

O tema transformação digital permeia todo tipo de negócio atualmente, na gestão de energia e utilidades não é diferente. As oportunidades de ganho pela aplicação de sistemas de hardware e software são diversas e vêm com altas chances de sucesso.

A informatização de produtos, serviços e processos não é novidade, mas ao ganhar importância estratégica, propulsiona organizações a alcançarem patamares de desempenho ainda não imaginados – ou mesmo a sobreviver à ruptura de modelos tradicionais de negócio.

O termo Energy 4.0 vem para representar a transformação digital na indústria de energia e utilidades – indústria que apenas recentemente passou a receber maior atenção e investimento. Tendo em vista o aumento da complexidade dos sistemas de energia – matrizes cada vez mais diversificadas, geração distribuída, mercados de livre contratação – soluções tecnológicas para apoio à gestão não são apenas úteis, mas sim essenciais para viabilizar a captura de valor.

7. Maior Competitividade

Por fim, qualquer investimento em um sistema de gestão de energia e utilidades só terá sentido se for empreendido com o objetivo final de se obter ganhos em competitividade.

Competitividade gera riqueza que, se investida de forma sustentável, amplia a capacidade e a eficiência e, consequentemente, promove ainda mais competitividade. Mais um ciclo virtuoso que encontra no gerenciamento de energia e utilidades terreno fértil e grandes oportunidades de criação e captura de valor.

Sistemas modernos de gestão de energia e utilidades devem ser capazes de promover a digitalização do gerenciamento de energia desde o nível de monitoramento e análise de indicadores de desempenho, até os níveis de planejamento, execução e eficientização. Devem, em especial, implementar funções que facilitem a institucionalização de processos e práticas, bem como a criação e sustentação de uma cultura voltada para a competitividade pela eficiência energética.

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Gerente de Produto, Viridis

Gerente de Produto da Viridis, com mais de 20 anos de liderança em programas de inovação e tecnologia em organizações industriais de grande porte. Doutor e mestre em Ciência da Computação pela UFMG, Bacharel em Engenharia Mecânica, Innovation & Sustainability Fellow at Sloan School of Management, MIT. Larga experiência na gestão de projetos e equipes de inovação aberta com indústria, academia e startups, aplicando tecnologias digitais e analytics a desafios em produtividade, estratégia e desenvolvimento sustentável.

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