Como a adoção de fontes de energia limpa contribui para a otimização da matriz energética

Publicado por Mariane Gonçalves em ter, 04/12/2018 - 16:16
Como a adoção de fontes de energia limpa contribui para a otimização da matriz energética

Veja no artigo os motivos para adoção de fontes de energia limpa, quais são as mais utilizadas, suas vantagens e desvantagens, os benefícios das fontes renováveis na otimização da matriz energética e a adoção de um sistema de gestão de energia como aliado estratégico.

 

De acordo com o US Energy Information Administration (EIA), o consumo de energia global aumentará 28% até 2040. Por isso, nos últimos, anos as pautas sustentabilidade, consumo consciente de energia e utilidades, otimização da matriz energética e eficiência energética estão presentes em governos e corporações.

Com este cenário, a busca global por soluções que diminuam cada vez mais o impacto financeiro, ambiental e social do consumo de energia é progressivamente maior. Cada vez existem mais parcerias entre governos e empresas para amenizar o impacto do aumento de consumo de energia e utilidades. Alguns exemplos são a adesão aos pontos da Agenda 2030, o Acordo de Paris, a certificação em normas voltadas para melhor gestão de energia (ISO 50001), dentre outras ações. Todas essas iniciativas estão diretamente atreladas à adoção de energia limpa através de fontes renováveis.

Neste artigo falamos sobre como é possível utilizar energia limpa, suas vantagens e desvantagens, a otimização da matriz energética usando fontes renováveis e a importância de uma gestão de energia e utilidades eficiente para que o investimento seja eficaz.

O que é a energia limpa?

De acordo com um estudo da BP Global realizado em 2017, as fontes de energias mais utilizadas são carvão mineral, petróleo e gás natural. Estes componentes, dentre outras ações, emitem em sua combustão CO2 (dióxido de carbono), um dos responsáveis por agravar o efeito estufa, que promove o aquecimento da Terra, e consequentemente, ocasiona diversas mudanças no meio ambiente.

Diante dessa necessidade da diminuição do impacto ambiental em contrapartida ao aumento progressivo do consumo de energia, as empresas buscam cada vez mais a adoção de energia limpa para alcançar o equilíbrio entre consumo e sustentabilidade.

A energia limpa é toda fonte renovável que na sua geração não lança gases poluentes no ar e nem resíduos tóxicos, com isso diminuindo o impacto no meio ambiente. Em sua maioria, dependem necessariamente dos materiais primários existentes no planeta, água, sol, vento e gás. Algumas fontes renováveis, antes com alto custo aquisitivo, estão cada vez mais acessíveis por conta do aumento da demanda e da evolução tecnológica. Todas possuem a mesma característica principal de não emitir poluentes, o que não quer dizer que não tenham suas desvantagens:

  • Energia eólica: funciona mediante captação do vento através de aerogeradores. As pás precisam ser instaladas em locais em que o volume de sua principal fonte, o vento, seja relativamente constante. É uma fonte inesgotável, não emite gases poluentes e não gera resíduos.

Sua desvantagem é que produz poluição visual e sonora devido a rotação contínua das pás, além do risco para aves e a dependência das condições do tempo para produção de energia;

  • Energia solar/fotovoltaica: uma das fontes mais utilizadas e com melhor custo aquisitivo atualmente, a energia solar é gerada através de painéis fotovoltaicos. Pode ser adicionada em qualquer local que tenha grande incidência de luz solar.

As desvantagens são que, apesar de ser uma fonte abundante, os sistemas baseados em energia solar dependem de tecnologias de coleta e armazenamento cuja produção tem significativa pegada ambiental (mineração, processo produtivo e resíduos com materiais pesados), além de depender da insolação local;

  • Energia das marés: é o modo de gerar energia através do movimento das marés. São dois tipos de energia que podem ser obtidas: energia cinética e energia potencial. Sua construção é semelhante ao de usinas hidrelétricas.

Uma das desvantagens é o seu custo de aquisição e manutenção, que é alto, além das alterações na velocidade e intensidade das ondas que podem provavelmente provocar algum impacto à biodiversidade local.

  • Biogás: é o tipo de energia produzido a partir da decomposição da matéria orgânica por bactérias e a consequente conversão da energia química do gás em energia mecânica por meio do processo de combustão. O biogás pode ser usado também em caldeiras para cogeração de energia.

Apesar de poluir o meio ambiente em menores proporções do que as fontes não renováveis, acidentes e vazamentos em unidades de armazenamento podem causar danos localizados ao meio ambiente, além de seu alto custo de investimento.

  • Energia hidrelétrica: é a utilização da energia potencial do fluxo de água, comumente controlado por barragens, para geração de energia em grande volume.

Apesar disso, para instalar uma usina, é preciso alagar uma área considerável e dependendo de sua extensão, podem ser significativos os impactos ambientais - pela emissão de gases de efeito estufa, e sociais - pelo deslocamento de populações locais.

Todas as fontes consideradas limpas podem ser consumidas através de contratos com terceiros, como compra via mercado livre de energia, por exemplo, ou pela própria empresa consumidora, nos modelos de microgeração ou minigeração distribuída. Algumas possuem alto custo de investimento, mas a maioria das fontes renováveis podem ser adicionadas em uma matriz energética de consumo.

A microgeração e minigeração se dão através do processo de instalação de pequenos geradores de fontes renováveis na unidade consumidora. Existe uma diferença entre as duas opções:

  • Microgeração distribuída: potência instalada até 75kW;
  • Minigeração distribuída: potência instalada superior a 75kW e menor que 5MW.

Caso a geração de energia elétrica seja maior que o consumo, os créditos restantes podem ser abatidos em conta ou vendidos para outras empresas, caso a operação seja feita no mercado livre de energia.

Hoje as opções para utilizar energia limpa são enormes, sendo possível até gerar em sua própria matriz energética, fora a reputação que a empresa terá perante o mercado por adotar fontes renováveis. Apesar disso, é preciso entender como este grande custo de renovação ajudará na matriz energética da empresa de forma que a redução de custos, melhoria contínua dos processos e menor consumo de energia sejam eficientes.

A otimização da matriz energética através da energia limpa

A energia através de fontes renováveis, apesar de valores altos para investimento e algumas questões sonoras, visuais, de temperatura e de tempo de construção é uma forma estratégica de aliar consumo sustentável, além da reputação e visibilidade da empresa no mercado.

Utilizar iniciativas que recorram a fontes renováveis pode trazer uma renovação na matriz energética e contribuir para a otimização de processos, a redução de custos a médio e longo prazo, o aumento de eficiência energética e a redução da emissão de gases poluentes.

Diante de mudanças como estas, os processos, apesar de renovados, se tornarão cada vez mais complexos, o que demanda que a gestão de energia se torne ainda mais sofisticada, englobando rotinas, planejamento e gestão orçamentária para alcançar os resultados desejados.

Um sistema de energia e utilidades como aliado estratégico para bons resultados da nova matriz energética

Iniciativas como a substituição da matriz energética por fontes renováveis contribuem diretamente para o aumento da complexidade de gestão, trazendo para as áreas de gestão de energia das empresas grandes desafios em seu dia a dia, como a capacidade de gerir o volume de informações entregues, e de trabalhar em uma rotina integrada para que seja possível alcançar as metas do planejamento.

Diante dessa complexidade, um sistema de gestão de energia e utilidades pode ser implementado para que seja possível promover o monitoramento do consumo de energia em tempo real, rastrear possíveis incidentes mitigando riscos de produção, controlar a emissão de poluentes na atmosfera, além de integrar os sistemas de produção e gestão de energia e utilidades da empresa.

Através do planejamento e gestão é possível prever o consumo futuro de energia e utilidades, gerir contratos, controlar faturas e simular cenários futuros para assim conseguir identificar o retorno sobre o investimento na mudança da matriz energética, além de sinalizar se a possibilidade de novos projetos adotando energia limpa podem ser implementados.

 

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Analista de Marketing, Viridis

Analista de Marketing da Viridis, formada em Publicidade e Propaganda pela PUC Minas, com cursos de aperfeiçoamento na área de marketing digital. Possui experiência em eventos corporativos, planejamento estratégico e marketing digital.

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