Crédito de carbono: Por que sua empresa deveria pensar sobre o assunto?

Publicado por Carina Lima em ter, 18/07/2017 - 17:53
credito de carbono

A redução dos gases de efeito estufa tem sido um tema cada vez mais relevante e importante para o controle da temperatura mundial. Os países têm buscado formas de incentivar empresas a serem cada vez menos poluentes e também agentes de conscientização da importância desse tema.

O crédito de carbono foi uma iniciativa dos governos mundiais para gerar uma fonte de economia para os países que reduzissem ou retirassem da atmosfera gases de efeito estufa. Mas você sabe como esses benefícios podem contribuir para sua empresa?

 

O que é o crédito de carbono?
 

A partir da assinatura do Protocolo de Kyoto em 1997, foi criado um mercado para a redução de gases de efeito estufa atribuindo um valor monetário para a redução da poluição. O nome do sistema ficou conhecido como MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, promovido pela ONU.

Os países signatários do acordo, têm metas estabelecidas de redução. Quando recebem seus créditos, podem comercializar estes certificados para nações ou empresas que não conseguiram reduzir suas emissões.

Apesar da dificuldade de alguns países em cumprir a redução de emissão, especialistas afirmam que do ponto de vista do ecossistema, o importante são os esforços para a redução dos gases poluentes no planeta, independente das fronteiras políticas.

Sendo assim, o mercado de carbono permite que um país adquira reduções de emissão geradas em outro país para atingir seus próprios objetivos.

As metas do acordo inicial foram ampliadas e atualizadas na conferência da África do Sul em 2011. Foi estabelecido que os países desenvolvidos terão até 2020 para ampliar os cortes em uma faixa entre 25% e 40%, tendo como base os níveis os níveis de 1990.

 

Oportunidade para as empresas

 

O mercado de carbono, tem ganhado destaque como uma oportunidade econômica para as empresas que comprovam as reduções e vendem os créditos no mercado. Dessa forma, as empresas podem reverter parte do investimento feito nos projetos sustentáveis.

Além da vantagem financeira, ainda é possível trazer ganhos para a sociedade, já que tal ação está focada no bem-estar do planeta e ainda possibilita uma contribuição institucional relacionada à marca. Algumas empresas doam seus créditos de carbono para contribuir com o planeta em grandes eventos mundiais como copa de futebol ou olimpíadas. O aumento de uso de transportes, obras e até iluminação nos estádios aumentam muito a emissão de gás carbônico e foi o que motivou empresas a participarem da campanha Copa Sustentável em 2014. As empresas que aderiram à campanha, doaram seus créditos de carbono para reverter parte das emissões geradas pelo evento esportivo. Além de contribuir para o meio ambiente, as empresas puderam divulgar suas marcas atreladas a uma ação sustentável mundial.

Para fomentar o mercado, alguns países estabeleceram que empresas que são grandes emissoras de gases poluentes, devem comprar das empresas que possuem créditos, dessa forma existe sempre uma relação entre oferta e procura pelos créditos. Esse mercado é considerado uma commodity, ou seja, o crédito de carbono é uma mercadoria com preços estabelecidos pelo mercado internacional. Os parâmetros estabelecidos foram que cada tonelada de dióxido de carbono não emitida ou retirada da atmosfera equivale a uma unidade de crédito de carbono.

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Flávio Gazani, o presidente da Abemc (Associação Brasileira de Empresas do Mercado de Carbono), explica que para uma empresa conseguir os créditos de carbono, precisa submeter um projeto de redução de emissão a uma comissão nacional e internacional. As comissões avaliam se o projeto apresentado é de fato uma inciativa que trará benefícios à atmosfera e aprovam a contabilização dos créditos de carbono, levando em consideração os gases poluentes que a empresa deixou de emitir.

Iniciativas como a substituição de energias poluentes pela energia limpa, adoção de programas de eficiência energética e também softwares que diminuem o consumo de energia, geram créditos porque são iniciativas que reduzem emissões por deixar de utilizar energias mais poluentes ou pelo fato de consumirem menos energia.

 

Considerações finais

Impedir o avanço do aquecimento global é um dever compartilhado por todos, desde nações até empresas. O protocolo de Kyoto surgiu como uma forma de incentivo para que instituições tivessem algum retorno monetário quando se propusessem a adotar medidas que beneficiassem o meio ambiente. Apesar dos ganhos financeiros não serem de grande expressividade para as companhias, o retorno para a atmosfera e toda a sociedade de forma geral é de extrema importância e vale a dedicação das instituições.

O aquecimento global é um assunto abordado em diversas convenções e acordos mundiais. O Acordo de Paris é um dos maiores movimentos globais sobre o assunto. Leia mais sobre o assunto: Acordo de Paris: a sustentabilidade em questão.

Coordenadora de Marketing, Viridis Energy

Coordenadora de Marketing na Viridis, formada em Gestão de Eventos, pós-graduada em Marketing e Comunicação,  certificada em Inbound Marketing pela Hubspot,  possui grande experiência em marketing digital, produção de eventos corporativos, marketing de conteúdo, copywriting, planejamento e vendas SaaS.

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