Gestão de energia e utilidades: como se adaptar a um ambiente em constante mudança

Publicado por Ricardo Giacomin em seg, 28/08/2017 - 17:33
Gestão de energia e utilidades: como se adaptar a um ambiente em constante mudança

Como a disciplina de gestão de processos pode apoiá-lo na difícil tarefa de planejamento e gestão de energia e utilidades em tempos de mudanças frequentes.

 

O ambiente de negócios vem passando nos últimos anos por mudanças rápidas e profundas. Essas mudanças são resultantes de um contexto competitivo muito mais acirrado, pressão contínua por maior desempenho operacional, crises econômicas frequentes, questões regulatórias e de governança corporativa mais rígidas, maior integração da cadeia de valor, entre outros aspectos. 

Este ambiente demanda que as empresas sejam capazes de se adaptar de forma rápida e eficiente, por vezes revendo completamente suas estratégias, repensando suas operações e métodos. 

Empresas com operações energo-intensivas enfrentam este desafio no dia-a-dia. Experimentam mudanças em seu contexto operacional e tipicamente não tem a agilidade adequada para reagir a tais alterações. 

BPM e gestão de energia e utilidades 

A disciplina de Gestão de Processos de Negócio (BPM – Business Process Management) promove uma abordagem sistemática para otimizar os processos corporativos e, por conseguinte, os resultados das organizações. Esta sistematização se dá pela união de gestão de negócios e tecnologia da informação, e compreende a contínua melhoria dos fluxos de trabalho, incluindo a identificação das suas fragilidades e a adaptação dos processos às mudanças de cenário. São utilizados métodos e ferramentas para análise, modelagem, simulação, execução e otimização de processos 

As empresas podem ser vistas como grandes coleções de processos. Todos os departamentos contam com um conjunto de procedimentos, padrões e fluxos de trabalho, que definem a sua forma de operação. A área de recursos humanos, por exemplo, executa cotidianamente processos de admissão, desligamento, promoção, formação, avaliação de desempenho, entre outros. A área de financeira opera realizando pagamentos, faturando clientes, fechando balanços contábeis, etc. 

Da mesma forma, o gestor de energia e utilidades deve realizar e monitorar orçamento energético, fazer gestão e fechamentos periódicos de contratos de compra e venda de energia e utilidades, realizar apropriação mensal de custos em centros de custo, publicar balanços energéticos, auditar e reportar periodicamente os indicadores de desempenho energético, executar ciclos de melhoria contínua em desempenho energético (especialmente aquelas empresas certificadas em ISO 50001), prever o consumo sempre que planos de produção são alterados, entre outros processos.  

Tratam-se de fluxos de trabalho capitaneados pelo gestor de energia e utilidades, mas que envolvem a participação de diversas pessoas, de diferentes áreas, bem como de diversos sistemas de informação e de automação. 

Há vários fatores que tornam muito difícil a tarefa de institucionalização, controle e otimização desses processos: a dependência em relação às pessoas envolvidas, suas habilidades e disciplina; a complexidade inerente dos processos; a frequente necessidade de alteração dos mesmos, demandada por questões estratégicas, regulatórias ou de mercado; e a falta de visão e medição dos pontos de ineficiência. 

Ferramentas de BPMS 

Neste contexto, entram em cena as ferramentas de BPMS (Business Process Management System). Esses sistemas são softwares que automatizam a gestão de processos de negócio, incluindo modelagem, execução, monitoramento e simulação. Cada processo é modelado utilizando-se uma notação formal (veja exemplo de processo no diagrama abaixo), capturando as responsabilidades de pessoas ou grupos de pessoas, bem como o acesso (leituras e escritas) a sistemas de informação ou automação. 

Ferramentas BPM

 

Toda a execução do processo se dá dentro do BPMS, que funciona como um orquestrador do fluxo modelado e garante que o mesmo seja sempre seguido. Ele mantém registro histórico do que foi feito, por quem foi feito, quanto tempo demorou cada etapa, entre outros aspectos. Esse rico histórico serve como base para análises de desempenho e proposição de melhorias no processo. 

Principais benefícios da adoção de um sistema de BPM 

Os principais benefícios da adoção de um sistema de BPM para a gestão de energia e utilidades são a agilidade na adaptação a mudanças, a capacidade de responder prontamente a oportunidades, o alinhamento de processos a objetivos corporativos, a redução de custos de institucionalização de processos, ao controle e aumento do desempenho dos processos, e a padronização e auditoria dos processos. 

Neste contexto de frequentes mudanças e pressão por melhoria de desempenho, o gestor de energia e utilidades deve refletir se vale a pena insistir na abordagem “heróis e suas planilhas eletrônicas” para gerenciar seus processos de negócio, ou se embarca na onda de transformação digital e adota um sistema de BPM. 

O sistema Viridis possui uma ferramenta de BPM embutida e integrada a todos os seus módulos. Permite que cada empresa defina a forma com que devem operar os processos de custeio, forecasting, gestão de orçamento, gestão de contratos, gestão de desempenho, entre outros. Além disso, provê métricas de execução de todos os processos, promovendo maior visibilidade e melhoria contínua dos fluxos gerenciais. Clique aqui e saiba mais sobre os produtos. 


EVP, Viridis

Sócio-fundador da Viridis. Possui mais de 20 anos de experiência no desenvolvimento e comissionamento de sistemas de tecnologia para clientes industriais. Liderou projetos na América Latina, Europa e Estados Unidos para empresas de diferentes segmentos industriais. Especialista na concepção, projeto e implantação de soluções de tecnologia para gestão de chão-de-fábrica. Mestre e Bacharel em Ciência da Computação pela UFMG.

Comentar