Industria 4.0 e Eficiência Energética

Publicado por Acriziomar Alves em sex, 06/12/2019 - 18:43
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Veja neste artigo como conceitos de Indústria 4.0 e Eficiência Energética contribuem para a gestão de energia e utilidades.

 

O conceito de eficiência energética já é antigo e vem sendo discutido e aplicado há algum tempo, desde o término da segunda revolução industrial. No entanto, nos últimos anos esse princípio tem sido encorajado pela ótica da Industria 4.0, termo empregado para tratar da inserção de novas tecnologias no ambiente fabril, vislumbrando a desoneração dos processos produtivos e preservação dos recursos naturais.

Veja também: Infográfico: Da 1ª Revolução Industrial à Indústria 4.0

Mas antes de tudo, o que são Eficiência Energética e Indústria 4.0? E por que esses conceitos andam tão juntos e são de certa forma complementares?

Conceitualmente falando, Eficiência Energética é realizar o mesmo ou mais, consumindo menos recursos naturais e de maneira mais inteligente, sempre com foco no conforto operacional e qualidade do produto. A busca por fazer mais com menos é que tem sido o agente principal do desenvolvimento de novas tecnologias atreladas à otimização de processos. Nesse sentido, a Indústria 4.0 não está vinculada a nenhuma tecnologia em específico, mas sim a sistemas de medição/monitoramento inteligentes e integrados que possam fornecer informações rápidas e importantes para tomadas de decisão, seja no nível operacional e/ou estratégico, além de permitir que os próprios sistemas tomem decisões baseadas em dados e inteligência artificial.

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) diz o seguinte sobre a Indústria 4.0 “A quarta revolução industrial, que terá um impacto mais profundo e exponencial, se caracteriza por um conjunto de tecnologias que permitem a fusão do mundo físico, digital e biológico”.

Seguindo a mesma ideia, Peter Diamandis fundador do Conselho da Xprize Foundation afirmou sobre inovação na indústria: “Este é o impacto das tecnologias exponenciais. A minha definição de tecnologia exponencial é aquela que torna o que era escasso em abundante para todos. O detalhe mais poderoso nesse contexto é a inteligência artificial. Uma das vantagens da inteligência artificial e da robótica é que, quando um robô aprende, ele consegue transmitir conhecimento”. De forma lúdica, isso quer dizer que o objetivo principal da era 4.0 é integrar todos os processos e as variáveis relevantes em prol de um bem maior: ser eficiente.

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Figura 1 - Fonte: ABDI

Segundo estudos realizados pela McKinsey, os efeitos da implementação de tecnologias vinculadas à Industria 4.0 apontam oportunidades entre 10% a 40% de redução de custos com manutenção, 10% a 20% na redução do consumo energético, 80% de aumento na confiabilidade/disponibilidade e 10% a 25% na produtividade.

No Brasil, segundo levantamentos feitos pela ABDI, há um potencial estimado para redução de custos na ordem de R$ 73 Bilhões/ano. Grande parte desse montante está relacionado à redução de perdas (seja ela qual for) e ao custo de manutenção.

De acordo com o 7º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria realizado pelo SEBRAE e CNI, cerca de 42% da energia consumida em nossos processos produtivos é desperdiçada de alguma forma, sendo boa parte perdida em calor.

As oportunidades mapeadas com essa nova revolução da indústria são bastante atrativas. No entanto, fazê-las acontecer é, sem dúvida, um desafio gigantesco para o setor e profissionais que nele atuam. Todavia, devemos enfrentá-lo de maneira corajosa e otimista, assim como afirma Peter Diamandis sobre o desafio da indústria brasileira: “Mas isso exige enfrentar grandes riscos, abandonar o passado, reinventar o futuro, começar do zero. Vivemos em um mundo em que não existe problema que não possa ser resolvido”.

Portanto, pode-se dizer que não há como falar de Indústria 4.0 sem falar de Eficiência Energética, pois na realidade esses dois conceitos se complementam, haja vista que ser eficiente em nosso mundo contemporâneo já é, há algum tempo, sinônimo de sobrevivência.

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Analista de Gestão de Energia , Viridis

Analista de Gestão de Energia na Viridis, atuando na Gestão de Energia e Planejamento Estratégico da Bayer. Formado em Engenharia Elétrica com ênfase em sistemas de potência pela Universidade Federal de Uberlândia. Participou de projetos P&D junto a Petrobrás, pesquisa direcionada à criação de modelos computacionais para análises de fluxo de potência e qualidade da energia.

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