Mitigação de riscos operacionais e sua relação com a gestão de Energia e Utilidades

Publicado por Aline Gonçalves em seg, 15/04/2019 - 15:06
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Você sabia que uma gestão adequada dos riscos operacionais influencia diretamente na sobrevivência de qualquer organização? Confira no artigo como o investimento em aperfeiçoamento de processos impacta na mitigação de perdas inesperadas.

 

O risco pode ser entendido como fator que influencia diretamente na ocorrência de uma perda. A fim de categorizar os riscos, é necessário conhecer o domínio cuja perda se aplica, tais como: financeiro, operacional e tecnológico, estratégicos, de mercado, entre outros.

A gestão dos riscos é tarefa essencial para que as empresas consigam garantir o cumprimento das suas metas estratégicas. E observa-se que, cada vez mais, as organizações estão em busca de melhorias em todos os domínios de riscos, lançando mão de ferramentas especializadas que proporcionam uma análise global das atividades do negócio, importantes para o apoio a tomadas de decisão.

A Resolução nº 4.557/17 do Conselho Monetário Nacional (CMN) define risco operacional como: “A possibilidade da ocorrência de perdas resultantes de eventos externos ou de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas ou sistemas.” E orienta que a gestão do risco operacional deve considerar a existência de políticas e procedimentos que regulam as atividades de uma organização, a fim de garantir seu controle e a eficiência, como também estar em conformidade legal.

Considerando que, a gestão dos riscos operacionais é fundamental para a sobrevivência de qualquer empresa, o desafio principal é melhorar continuamente os processos internos, antevendo os cenários futuros, para que a mitigação de perdas seja eficaz.

Como gerir o risco operacional?

Em primeiro lugar é essencial que exista sinergia com a Alta Direção da Companhia, e o compromisso de definir e velar pelo cumprimento dos objetivos estratégicos, através da implantação de auditorias, planos de ação e controle de atividades.

Também é importante utilizar uma ferramenta para análise baseada na metodologia de melhoria contínua, assim como o ciclo PDCA, que é um método gerencial e sistemático de tomada de decisões, a partir do controle de processos e solução de problemas.

A gestão de riscos operacionais pode ser mapeada utilizando a teoria do ciclo PDCA conforme a Imagem 1. A partir deste mapa, será possível: 1) Analisar e Identificar a natureza dos riscos; 2) Definir planos de ação e executá-los; 3) Controlar os resultados encontrados e 4) Promover a melhoria contínua da gestão.

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Leia também: O ciclo PDCA na gestão de energia e utilidades

 

Gestão de Risco Operacional em Energia e Utilidades

No caso particular da área de Energia e Utilidades, o risco operacional pode ser classificado a partir das perdas ocasionadas por não existência ou não cumprimento dos procedimentos, práticas inadequadas com clientes, fornecedores, produtos e negócios, danos em ativos físicos, incidentes no negócio e falhas no sistema.

Leia também: Como lidar com riscos na gestão de energia e utilidades

O primeiro passo para identificar quão exposta ao risco operacional a área de energia e utilidades da sua empresa se encontra é utilizar uma metodologia de avaliação, que oferece um diagnóstico e posterior elaboração de um plano de ação para reduzir o impacto dos riscos.

Em 2011 a Organização Internacional de Normalização, ISO, desenvolveu a ISO 50001, norma específica para a gestão de energia e utilidades, baseada na metodologia de melhoria contínua aplicada em outras normas como a ISO 9001 e 14001. Até o fim de 2016, cerca de 20 mil empresas no mundo deram o primeiro passo para a certificação e estão melhorando a sua eficiência energética através da revisão de seus processos internos.

A ISO 50001 oferece orientações para que as empresas estabeleçam uma estrutura sólida de gestão de energia, para melhorar o desempenho energético, garantir a sustentabilidade no consumo e eficiência energética. Em paralelo auxilia a reduzir o risco operacional através de sistemas e procedimentos bem definidos.

Como um sistema de gestão de energia e utilidades pode auxiliar na redução do risco operacional?

Um sistema de gestão de energia e utilidades é capaz de auxiliar também na tomada de decisões para controle dos riscos operacionais. O monitoramento em tempo real das variáveis elétricas facilita a identificação de dano físico, e auxilia na análise de possíveis riscos operacionais ligados à parte elétrica dos equipamentos. Aliado ao planejamento a longo prazo, o monitoramento também viabiliza uma contratação de energia mais assertiva, e diminui o risco de exposição ao mercado de curto prazo. A avaliação de cenários futuros é importante para prever oportunidades de venda de energia, e auxiliar para que os processos internos aconteçam com mais agilidade. O custeio automático presente no sistema de gestão, é responsável por auxiliar no pagamento das faturas, diminuindo o risco de multas por atraso de pagamento.

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Analista de Gestão de Energia, Viridis

Analista de Gestão de Energia na Viridis, atuando na Gestão de Energia e Planejamento Estratégico da Bayer. Formada em Engenharia Elétrica com ênfase em Controle e Automação pela Universidade Federal de Uberlândia. Participou de projetos P&D para a medição inteligente de energia da CELG e CEMIG, conduziu projetos de inovação, inteligência artificial, robótica e gamification para ambientes corporativos.

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