Global Energy Review 2020: impactos do COVID-19 nas emissões de CO2 e na demanda global por energia

Publicado em qui, 14/05/2020 - 19:04
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Em resposta às circunstâncias especiais trazidas pela Pandemia global do novo coronavírus, a Agência Internacional de Energia emitiu o “Global Energy Review”, um relatório expandido, que além de trazer uma revisão do panorama energético e da emissão de CO2 de 2019, apresenta uma análise da demanda e utilização de energia, por país, nos quatro primeiros meses de 2020.

Dentre as principais análises trazidas pelo relatório, é possível observar que até a metade do mês de abril, países que estão em completo lockdown, ou seja, países em que as pessoas têm que permanecer prioritariamente dentro de suas residências para evitar a expansão do contágio pelo COVID-19, apresentam em média, uma redução de 25% no consumo de energia por semana. Países em que este “lockdown” é parcial, a redução chega a 18%. A demanda global por energia apresentou uma queda de 3,8%. As estimativas para o ano de 2020 são de queda da demanda global por energia elétrica em até 5%, e em 10% em algumas regiões.

Além disso, a demanda por carvão, petróleo e gás sofreram impactos negativos, a queda sendo de 8%, 5% e 2% respectivamente, se comparado ao mesmo período de 2019. O ponto positivo é que, em contrapartida às reduções nas demandas por combustíveis fósseis, houve um aumento na demanda por renováveis, impulsionada por uma maior capacidade instalada e expedição prioritária.

Com relação à emissão de CO2, estima-se que o declínio chegará a 8%, ou até 2,6 Gt, equiparando-se aos níveis de emissão de 10 anos atrás. Como em crises anteriores, a retomada nas emissões pode ser maior do que o declínio, caso não haja um aumento de investimento em energia renovável que apresente maior resiliência. Investimentos em transição de energia são essenciais para que aconteça mudanças estruturais efetivas.

Acesse o relatório na íntegra em “Global Energy Review 2020 - The impacts of the COVID-19 crisis on global energy demand and CO2 emissions”

Fonte: Agência Internacional de Energia (AIE)